Da para acreditar que à 14 anos atrás, meu mundo era menos confuso e mais interessante do que hoje? Mudanças ocorrem todos os dias, na vida de milhares de pessoas. Mas, mudanças que adquirem anos. É bem mais incrível e assustador. Incrível por vermos que em cada escolha há uma batalha a seguir, que em cada passo que damos aprendemos a lidar com novos mundos, sentimentos e opiniões diferentes. Mudar faz parte da vida. Assustador, por ser tão rápido o tempo que nos torna vivos, ou simples mortais. Depois dos 8 anos, eu não acreditava em Papai Noel, nem em Coelhos da Páscoa. Eu comecei uma mudança, que é a mais complicada na vida de um ser humano. A puberdade estava mais perto do que o inesperado. Passaram alguns anos, e eu já me encontrava com doze. Era estranho entender o mundo, tentar compreender que tudo tem um significado, por menos exato que seja ele. Eu havia mudado, mais do que nunca. Eu já era uma mulher, ou o que dizem quando saímos da infância: uma mocinha. Eu nunca fui do tipo 'nerd' na escola, mas nesse ano, as minhas amigas viviam me chamando assim (talvez por eu ter entendido para "o que" eu estava estudando, e na escola) Para, pelo menos tentar ser alguém na vida, ou algo do tipo. Pena que isso só durou alguns meses. No ano seguinte, com treze anos eu era da turma do fundo. "Há quem diga que o fundão, não tem reclamação" Apesar dos professores mudarem sempre esses tais alunos e eu de lugar, nada adiantava. Continuava a mesma bagunça de sempre. Mas aí, passou mais um ano, e as mesmas pessoas, sempre conseguiam passar de ano. No ano seguinte eu iria mudar de escola, por alguns problemas com a minha mãe. Eu iria estudar em uma escola que não seria "a" escola né. Eu nem sabia ainda, qual seria. Eu cresci, vendo aquelas pessoas ao meu redor. Compartilhei risadas, idiotices, brincadeiras e o mais importante, descobri nelas, uma amizade verdadeira e única. Eu havia pensado nessa 8ª série nos últimos três anos, e me manter longe dali, seria uma tortura inconfundível. E as lágrimas de despedidas? Teriam que vir neste ano.. mesmo? Os planos, as histórias, tudo isso tinha que ser esquecido? Eu não tenho escolha sobre algumas decisões que minha mãe toma, mas eu seria capaz de abandonar meus amigos e tentar pensar em um futuro para mim? Bom, isso eu só irei saber uns meses depois. Quando, finalmente minha mãe terá encontrado uma nova escola. Novos amigos, nova vida, novos sentimentos, brigas, angústias, risadas, ou até mesmo uma nova casa. É, isso foi mais uma de muitas mudanças que eu teria que passar. Mais uma de muitas mudanças, que me fazem ser o que eu (por enquanto) sou hoje.
Bye, Louise.
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