Louise;
domingo, 1 de agosto de 2010
Friends; (cap II)
O ano terminou, e foi complicado ter que contar que eu mudaria de escola. Eu sabia que em algum momento minhas amigas entenderiam, pois elas sempre quiseram o meu bem. Foi difícil, mas saíram algumas palavras, meio desnorteadas me abraçaram. É, elas querem o meu bem. Eu não queria ter que deixar pessoas com quem eu cresci, mas há momentos na nossa vida em que precisamos nos separar das pessoas que a gente ama, mesmo que por muito tempo. Precisamos seguir caminhos diferentes, e nunca abandonar uma à outra. Eu sempre fui muito apegada em relação à amizades, principalmente aquelas de anos. Eu definiria amizade com uma única palavra: Irmandade. "Eu não posso e nem consigo esquecer vocês, melhores amigas" Foi a última frase que eu disse depois daquele abraço que me tomou por inteiro. Comecei a sentir uma dor por dentro, bem no coração mesmo. Era a pior dor, era uma despedida. Eu sempre odiei despedidas. Eu acho que nunca, na vida, vou conseguir encontrar em outra pessoa, o que eu encontrei nelas, minhas irmãs de coração. Nada conseguiria comparar o amor que eu sentia por cada uma, seria impossivel dizer que alguém poderia tomar o lugar delas. Uma vez, eu vi em um site que dizia assim: Amizade, é um amor que nuncas morre. Hoje, eu comecei a entender essa frase e a concordar plenamente com ela, não há amor maior do que amor de uma amizade verdadeira (Tudo bem, não há amor maior do que de mãe também). Eu vou guardar cada momento, cada instante por menor que tenha sido. Vou sorrir e chorar, só de lembrar do passado. E não importa onde, cada uma de nós esteja, o nosso amor nos uni, a nossa amizade se tornou eterna.. desde o momento que se iniciou. Eu não poderia reclamar nunca delas, pois me tornam sempre no melhor que eu posso ser. Brisa Fontes, era do tipo de amiga que te escuta, que está com você e tenta te ajudar em tudo, minha irmã mais meiga. Olivia Braga, uma amiga que é completamente fora do normal. Sabe quando dar um puxão de orelha e fazer com que você aprenda tudo, da melhor forma possível. Isis Ianuzzi, a melhor amiga que eu poderia ter encontrado na vida. Companheira, diário.. t-u-d-o o que mais me importa na vida é a amizade dela. Luiza Fercondinni, a razão de toda a minha felicidade está nela. Sabe exatamente como me fazer sorrir, quando o que eu mais quero é chorar. Me entende, e é a única que eu passo horas no telefone, parceira. Pode existir amigas melhores do que elas? Eu tenho uma sorte enorme, mesmo. Amanhã é o meu primeiro dia de aula, na nova escola (Escola Professor Gouvêa). Eu espero que tudo dê certo, e encontre em outras pessoas a mesma confiança que eu encontrei nas minhas amigas, nas minhas eternas amigas.
Louise;
Louise;
Mudanças contínuas. (I cap)
Da para acreditar que à 14 anos atrás, meu mundo era menos confuso e mais interessante do que hoje? Mudanças ocorrem todos os dias, na vida de milhares de pessoas. Mas, mudanças que adquirem anos. É bem mais incrível e assustador. Incrível por vermos que em cada escolha há uma batalha a seguir, que em cada passo que damos aprendemos a lidar com novos mundos, sentimentos e opiniões diferentes. Mudar faz parte da vida. Assustador, por ser tão rápido o tempo que nos torna vivos, ou simples mortais. Depois dos 8 anos, eu não acreditava em Papai Noel, nem em Coelhos da Páscoa. Eu comecei uma mudança, que é a mais complicada na vida de um ser humano. A puberdade estava mais perto do que o inesperado. Passaram alguns anos, e eu já me encontrava com doze. Era estranho entender o mundo, tentar compreender que tudo tem um significado, por menos exato que seja ele. Eu havia mudado, mais do que nunca. Eu já era uma mulher, ou o que dizem quando saímos da infância: uma mocinha. Eu nunca fui do tipo 'nerd' na escola, mas nesse ano, as minhas amigas viviam me chamando assim (talvez por eu ter entendido para "o que" eu estava estudando, e na escola) Para, pelo menos tentar ser alguém na vida, ou algo do tipo. Pena que isso só durou alguns meses. No ano seguinte, com treze anos eu era da turma do fundo. "Há quem diga que o fundão, não tem reclamação" Apesar dos professores mudarem sempre esses tais alunos e eu de lugar, nada adiantava. Continuava a mesma bagunça de sempre. Mas aí, passou mais um ano, e as mesmas pessoas, sempre conseguiam passar de ano. No ano seguinte eu iria mudar de escola, por alguns problemas com a minha mãe. Eu iria estudar em uma escola que não seria "a" escola né. Eu nem sabia ainda, qual seria. Eu cresci, vendo aquelas pessoas ao meu redor. Compartilhei risadas, idiotices, brincadeiras e o mais importante, descobri nelas, uma amizade verdadeira e única. Eu havia pensado nessa 8ª série nos últimos três anos, e me manter longe dali, seria uma tortura inconfundível. E as lágrimas de despedidas? Teriam que vir neste ano.. mesmo? Os planos, as histórias, tudo isso tinha que ser esquecido? Eu não tenho escolha sobre algumas decisões que minha mãe toma, mas eu seria capaz de abandonar meus amigos e tentar pensar em um futuro para mim? Bom, isso eu só irei saber uns meses depois. Quando, finalmente minha mãe terá encontrado uma nova escola. Novos amigos, nova vida, novos sentimentos, brigas, angústias, risadas, ou até mesmo uma nova casa. É, isso foi mais uma de muitas mudanças que eu teria que passar. Mais uma de muitas mudanças, que me fazem ser o que eu (por enquanto) sou hoje.
Bye, Louise.
Bye, Louise.
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